Termos relacionados ao nome

>Adjunto adnominal

Adjunto adnominal é o termo que caracteriza e/ou define o nome sem intermediação de um verbo. As classes de palavras que podem desempenhar a função de adjunto adnominal são adjetivos, locuções adjetivas, pronomes, numerais e artigos. Ele é uma expressão que acompanha um ou mais nomes, conferindo-lhe um atributo. Trata-se, portanto, de um termo de valor adjetivo que modificará o nome a que se refere.
Os adjuntos adnominais não determinam ou especificam o nome. Eles apenas conferem uma nova informação ao nome e, por isso, são chamados de modificadores.
Exemplos
• No desfile, duas meninas vestiam calças e camisetas verdes.
• O jogo de futebol foi suspenso até segunda ordem.
• O espetáculo coreográfico foi suspenso até segunda ordem.
• O passeio era demorado e filosófico.
• Nosso velho mestre sempre nos voltava à mente.
• O menino comprou dois carros.
• O primeiro sutiã nunca se esquece

Predicativo

Na Gramática, Predicativo é o termo da oração que atribui uma característica, uma propriedade, um estado ao sujeito.
Alguns verbos não têm (ou perdem, em certos contextos) uma significação definida, no sentido de que não exprimem ações ou processos suscetíveis de serem atribuídos a algo.
Tais verbos contêm um significado puramente gramatical. Limitam-se a transmitir a idéia em referência a um estado permanente (ser), um estado transitório (estar), permanência de estado (continuar), aparência de estado (parecer), mudança de estado (ficar, vir) e outras semelhantes.
Desse modo, estes verbos necessitam de um complemento especial que atribua ao predicado um verdadeiro sentido, que permite exprimir efetivamente um estado ou qualidade atribuíveis ao sujeito.
“Ser” é o único verbo que é usado quase exclusivamente como copulativo. Praticamente, só na linguagem filosófica é utilizado como verbo intransitivo, assumindo o significado de “existir” (O ser é; o não ser não é.). No entanto, vários verbos significativos podem assumir valor copulativo, como é o caso dos já referidos estar, ficar, andar, permanecer, continuar, parecer, vir.
Predicativo do sujeito é, portanto, o nome ou expressão equivalente que se associa a um verbo copulativo para lhe atribuir sentido.
É o termo que indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou do objeto indireto. No predicado nominal sempre existe predicativo do sujeito. No predicado verbo-nominal, sempre existe predicativo do sujeito, do objeto direto ou do objeto indireto. Exemplos:
• Ele está triste.
Predicativo do sujeito: triste.
• Os alunos são inteligentes. Predicativo do sujeito: inteligentes.
• O trem está quebrado. Predicativo do sujeito: quebrado.
• Nomeei José o meu secretário. Predicativo do objeto direto: o meu secretário.
• Chamei-o de ladrão. Predicativo do objeto direto: ladrão.
O predicativo pode ser:
• a) do sujeito;
• b) do objeto direto;
• c) do objeto indireto.
Notas
1. no predicado nominal, o predicativo é o termo mais importante no que se refere ao predicado;
2. com o verbo chamar pode aparecer um predicativo referente ao objeto indireto e ao objeto direto;
3. só existe predicativo do objeto indireto com o verbo chamar;
4. o predicativo do objeto direto ou do objeto indireto “pode” aparecer precedido de preposição;
5. quando não houver possibilidade de se encontrar um predicativo em orações onde aparecem verbos de ligação, estes verbos passam a ter um conteúdo significativo e constituirão predicados verbais;
6. o predicado é o termo da oração que atribui uma característica, uma propriedade, um estado ao sujeito; indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou objeto indireto;
7. só existe predicativo do objeto direto e indireto no verbo falar.
Outros exemplos
• O menino é inteligente — predicativo do sujeito :inteligente.
• António Guterres é primeiro-ministro.
Esquematicamente, temos:
• Oração (Ântonio Guterres é primeiro-ministro)
• Sujeito + Predicado nominal (Ântonio Guterres + é primeiro-ministro)
• Sujeito + Verbo copulativo + Predicativo do sujeito (Ântonio Guterres + é + ‘primeiro-ministro)
Representação do predicativo do sujeito — O predicativo do sujeito pode ser representado por um nome ou sintagma nominal, como no exemplo acima, ou
• por um adjetivo: O Miguel é inteligente.
• por um pronome: A minha casa é ‘aquela.
• por um numeral: As partes do corpo humano são três.
• por um advérbio: Estou bem.
• por uma oração completa: Amar é saber pedir perdão.
• Oração com predicativo: (Para mim, é falta de fé.)

Complemento nominal

Complemento nominal, em análise sintática, é um termo integrante, referente a substantivo, adjetivo e advérbio, que completa o sentido de um nome.
Complemento nominal é a parte paciente, podendo ser representada. Exemplo: “Dimi ficou à disposição…” A pergunta inevitável é: de que? ou de quem ? A resposta (da empresa, da Justiça, da família, da escola, etc.) é um complemento nominal, porque completa o sentido de um nome (à disposição).
Outros exemplos: “Faz tempo que não tenho notícia de Joaquim” “Sou favorável à sua promoção”. “Tenho esperança de que seus planos dêem certo”. Os termos assinalados completam o sentido de nomes (notícia – substantivo – e favorável – adjetivo). O complemento nominal pode ser até uma oração, classificada como “subordinada substantiva completiva nominal”, que completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração subordinante: “Tenho esperança de que ele venha”.
A oração subordinada completa o sentido do substantivo esperança. Repare que esse tipo de oração é sempre introduzido por uma preposição, clara ou subentendida (no exemplo, a preposição “de”). Como o próprio nome já diz, o complemento nominal completa o sentido da frase. Ex.: ” Está difícil o pagamento das dívidas ” das dívidas completa o sentido da frase.
E também, para finalizar, devemos saber que o termo preposicionado para ser complemento nominal terá que estar ligado a um substantivo abstrato que seja o receptor, o alvo da ação. No exemplo dado acima “pagamento” é um substantivo abstrato, pois precisa de algo para existir, e “das dívidas” é o complemento nominal, pois as “dívidas” é o agente receptor/alvo da ação, as “dívidas” estão sendo o ALVO do pagamento. O complemento nominal pode ser substantivo, adjetivo, advérbio ou expressão ou oração.

Confusão de adjunto adnominal com predicativo

É importante notar que o adjunto adnominal pode estar em qualquer parte da oração e dá uma característica constante ao substantivo. Já o predicativo só se encontra no predicado, e dá uma característica momentânea ao substantivo. Podemos diferenciar um do outro substituindo a estrutura sintática por -o, -os, -a, -as. Veja os exemplos:
• Busquei o caderno velho. Busquei-o.
Note que a estrutura o caderno velho pode ser substituída por -o. Isso caracteriza o adjunto adnominal.
• Considero sua decisão triste. Considero-a triste
Note que a estrutura sua decisão triste não pode ser substituída inteiramente, caracterizando o predicativo, que nesse caso é o predicativo do objeto, pois se refere ao substantivo decisão.

Confusão e adjunto adnominal com complemento nominal

É comum as pessoas fazerem confusão ao tentar classificar essas estruturas sintáticas. Uma dica é: sempre notar que o adjunto adnominal só trabalha para o substantivo (concreto ou abstrato), enquanto o complemento nominal pode trabalhar para o substantivo abstrato, adjetivo e advérbio. Quando uma estrutura que se está em dúvida quanto sua classificação estiver trabalhando para um adjetivo ou advérbio, certamente será complemento nominal.
Quando a estrutura estiver relacionada a um substantivo, basta olhar se este substantivo “existe” sem o auxílio de um complemento. Se existir, a estrutura é classificada como adjunto adnominal, se não, complemento nominal. Vejamos exemplos:
• necessidade de atenção – note que necessidade não “existe” sem o complemento de “de atenção”. Isso caracteriza o complemento nominal;
• chuva fria – note que chuva “existe” sem complemento, fria pode ser retirado, sem alterar o significado do substantivo. Isso caracteriza o adjunto adnominal.
Apesar disso, ainda é comum de se confundir complemento nominal com adjunto adnominal. Um outro teste que serve para saber se determinado termo é um ou outro, temos os seguintes passos:
1) se o substantivo é um deverbal, ou seja, ou substantivo que pode dar origem a um verbo (como a compra – comprar) vemos que se o termo é agente da ação do termo deverbal, então o que temos é um adjunto adnominal; caso contrário, se for paciente, o termo é um complemento nominal.
Ex.:
A compra do circo por empresários estrangeiros salvará os animais. Note que o termo do circo funciona como paciente da compra. O circo é comprado
A compra do circo foi de três novos leões Aqui, no entanto, o termo do circo é agente de compra. O circo comprou

2) um adjunto adnominal jamais modificará um adjetivo ou um advérbio. Nesse caso, sempre teremos um complemento nominal.

3) certos substantivos exigem um complemento (como fora dito acima) como: fato, boato, necessidade, etc.

Aposto

Aposto é um termo acessório da oração que se liga a um substantivo, tal como o adjunto adnominal, mas que, no entanto sempre aparecerá com a função de explicá-lo, aparecendo de forma isolada, ora entre vírgulas, ora separado por uma única vírgula no início ou no final de uma oração ou ainda por dois pontos.
Existem sete tipos de aposto: O aposto explicativo, o aposto enumerativo, o aposto especificativo, o aposto distributivo, aposto oracional, aposto comparativo e o aposto recapitulativo (resumidor). Na norma culta é permitido utilizar qualquer um dos apostos também entre parênteses ou entre dois travessões e outros tipos de adjunto.
Aposto explicativo
É aquele que explica o termo do estudado. É acompanhado por vírgulas. Exemplo:
• Hagar, o terrível.
• Helena, a menina que encontramos, estava triste.
• A morte, angústia de quem vive, ocorre ao acaso.
• ECA ( estatuto da criança e do adolescente).
Aposto enumerativo
É aquele utilizado para enumerar dados relacionados ao termo fundamental.
Exemplo:
• Mario possui quatro filhas: Janaína, Vitória, Bruna e Karine.
• Tenho três amigos: José, Marcos e André.
• A pesquisa analisou dois grupos: crianças e adolescentes.
Aposto especificativo
É aquele que especifica o termo a que se refere. Não é acompanhado de vírgulas.
Exemplo:
• A melhor praia de Salvador é a de São Tomé.
• A cidade de São Paulo é muito famosa.
Observe, no entanto, a diferença entre As ruas de São Paulo (Adjunto adnominal) e A cidade de São Paulo (Aposto especificativo). No aposto especificativo, há uma ideia de igualdade de termos, ou seja, “A cidade” = “São Paulo”, o que não ocorre em As ruas de São Paulo (paulistanas).
Aposto distributivo
É aquele que distribui as informações de termos separadamente. Geralmente, utilizado com ponto e vírgula.
Exemplo:
• Henrique e Núbia moram no mesmo país; esta na cidade do Porto, e aquele, na cidade de Lisboa.
Aposto oracional
É o aposto que possui um verbo.
Exemplo:
• Desejo uma única coisa: que plantem novas árvores.
• Ele me disse apenas isso: a nossa sociedade acabou.
Aposto Recapitulativo (resumidor)
É o aposto que recapitula toda a oração.
Exemplo:
• Trocar fraldas, amamentar, limpar o nariz, acordar de noite, tudo exige paciência.
• Vento, chuva, neve, nada o impediu de cumprir sua missão.
Aposto Comparativo
É o aposto que compara.Geralmente entre vírgulas.
• A inflação, que parece um monstro devorador dos salários, é sempre uma ameaça à estabilidade econômica do país.
Vocativo
Dentro da sintaxe, o vocativo é um termo de natureza exclamativa, que tem como função chamar alguém ou alguma coisa personificada. É o único termo isolado dentro da oração, pois não se liga ao verbo nem ao nome. Não faz parte do sujeito nem do predicado. A função do vocativo é chamar ou interpelar o elemento a que se está dirigindo. É marcado por sinal de pontuação e admite anteposição de interjeição de chamamento.
Exemplos
• “Tenho certeza, amigos, de que isso vai acabar bem.”
• “Ide lá, rapazes!”
• “Alayde, venha cá.”
• “Alessandra, vamos logo!”
• “Camila, saia daí!”
• “Isabel,olhe aqui!”
• “Deus, tenha piedade de nós!”

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2 respostas para Termos relacionados ao nome

  1. Esse assunto não é dificil só pegar o jeito que vc aprende igual o outro tem assuntos piores que esses.

  2. victor hugo gomes maia disse:

    legal foi de grande ajuda

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